(Grã-Bretanha, 2002 - Direção:Adam Curtis) Documentário da BBC "The Century of the Self" descreve a irônica
jornada de como a revolução de psicoterapeutas e filósofos nos anos 60 e
70 contra as ideias de Freud sobre o inconsciente (usadas pelo mundo do
Marketing Publicidade e Governos para fins de manipulação) resultou no
oposto: o surgimento do sujeito fractal, vulnerável, isolado e, acima de
tudo, ganancioso.
Comentários de www.psicologiadospsicologos.blogspot.com: Descobri no Youtube
esta pérola: o documentário "Century of the self" (Inglaterra, 2002),
do diretor Adam Curtis, sobre a utilização das idéias freudianas na
manipulação das massas. Excelente! Este polêmico documentário é dividido
em 4 episódios: (1) Máquinas de felicidade; (2) Engenharia do consenso;
(3) Há um policial dentro de nossas cabeças. Ele deve ser destruído;
(4) Oito pessoas bebericando vinho em kettering. Cada epsódio dividido
em quatro ou cinco partes, todos legendados e com duração total de cerca
de 240 minutos.
Hoje
pela manhã, a primeira notícia que chega a minha
casa é a da morte de uma vizinha, que estava a quase três meses em coma
depois
de ser atropelada quando fazia uma caminhada. O acidente aconteceu na
Av. Carlos
Jereissati (Av. do aeroporto) em Fortaleza-Ceará. A senhora Helena
diariamente
caminhava na faixa de pedestres da avenida (por sinal, tem um espaço
reservado
para bicicletas e pedestres ao longo da via). A velocidade permitida é
de até
80km, há uma conversão à direita por baixo de um viaduto para que o
motorista
tenha acesso ao estacionamento e ao desembarque do aeroporto. Pela lei,
ao fazer
uma conversão, todo motorista deve sinalizar que a fará. A Senhora
Helena foi
atenta, apesar de que a preferência é do pedestre, e a mão em que ela
caminhava era a preferencial, verificou se algum veículo estava
sinalizando para
cruzar o seu caminho, não havendo objeção, cruzou a entrada. Os relatos e
o
proprio motorista (no caso, chamo de assassino) entrou em alta
velocidade sem
sinalizar e a pegou em cheio. Na ocasião, o motorista tentou fugir, mas a
população
impediu, deu desculpas de que não sabia se ela iria continuar a
caminhada e que a sinaleira do veículo estava quebrada. Para mim,
trata-se de um assassino, pois
conduzia um veículo que pode matar, numa velocidade que pode matar,
com displicênia e total despreso pela vida do outro, não foi capaz de
perceber que estava diante de um ser
humano.
O relato acima é apenas um daqueles que acontece com
pessoas próximas, vizinhos de rua, mas poderia ser um parente (a minha irmã sempre
caminhava com a senhora Helena, mas naquele dia não a acompanhava na caminhada). O Brasil
apresenta alguns índices econômicos interessantes, é um país emergente... isso deseprta algumas indagações: e
a população está evoluindo? A população tem autonomia? A população respeita as
leis, ou teme os agentes defensores da lei? A população é corrupta assim como
seus representantes? São muitos questionamentos que todo brasileiro deveria
colocar em reflexão todos os dias ao acordar e ao dormir. O que vejo, em relação
ao trânsito é um verdadeiro campo de guerra, um espaço sem lei, desde o
desreipeito à faixa do pedestre, a sinalização, dirigir embriagado, motos
cortando por todos os lados, sendo conduzidas pelas calçadas,
automóveis e veículos pesados quebrando o código de conduta do trânsito (pare ao
sinal vermelho e etc), assistimos o desrespeito generlizado pelo outro, pela
vida, pelo ser humano. Uma verdadeira barbárie que cresce na contramão da
economia. Onde queremos chegar? Vamos assistir de camarote até que peguem um dos
nossos? Vamos nos entregar por inteiro à matriz (ou modelo de sistema ao qual
aceitamos)? Não vale a pena resistir? O individualismo eliminou todo nossa capacidade de sobrevivência coletiva?
Vamos enterrar a senhora Helena, a cidadania, o Brasil,
a educação que não temos, e perpetuar a máxima do brasileiro "levar vantagem em
tudo".
O encerramento do site de partilha de ficheiros Megaupload, ordenado
pelo FBI, desencadeou a maior resposta de sempre, diz o grupo Anonymous (clique para ler a reportagem no publico.pt)
Um Brasil caótico e hipócrita é o retrato pintado por Sérgio Bianchi em “Cronicamente inviável”. Um Brasil nojento em que ninguém se salva de sua culpa, onde as relações de opressor e oprimido estão expostas a toda prova tendo como ponto de interseção o restaurante de Luiz (Cecil Thiré).
Seis personagens centralizam o filme. Luiz é um homem refinado que acredita na civilidade e nas boas maneiras como forma de se resolverem os problemas. Amanda (Dira Paes) é a gerente de seu restaurante. Uma mulher de origem pobre que incorpora a ética e os costumes burgueses. Adam (Dan Stulbach) é um sulista descendente de poloneses que vai trabalhar como garçom no restaurante. Maria Alice (Betty Goffman) é uma mulher de classe média alta que se compadece com as injustiças sociais. Seu marido Carlos (Daniel Dantas) é um economista que acredita na racionalidade e no pragmatismo do capitalismo. Por fim, Alfredo (Umberto Magnani) é um pesquisador que viaja pelo Brasil procurando compreender e refletir as relações de dominação e opressão.
O que mais gostaria de chamar a atenção com relação ao filme são as reflexões em off dos personagens recheado de diversas frases e idéias mais facilmente encontradas em livros do que ditas em cinema. “A felicidade é uma perfeita forma de dominação autoritária” reflete Alfredo ao analisar o torpor da população baiana que, mesmo se submetendo à intensa exploração de sua força de trabalho, comandada por uma burguesia que combina o velho coronelismo com a neotecnocracia, é “dominada” por uma boa caixa de som que toque o hit do momento. Contudo, essa indústria cultural será seccionada por classe. Existe a micareta com o trio elétrico, desfrutado por turistas estrangeiros e pela juventude abastada do Sudeste e a “pipoca”, lugar em que milhares de festeiros se espremem e se acotovelam com o intuito de também “curtir” o som e ainda apanham da Polícia e dos seguranças contratados para protegerem a propriedade territorial privada.
Outra reflexão do personagem Alfredo: “O que é mais importante explicar a realidade ou convencer? A ausência de civilização pode ser boa. Se não há civilização, há barbárie. A lógica indutiva me assusta porque ela acaba com a indignação”. Nesse momento, um índio é espancado por dois policiais porque apesar de estar tranqüilamente aproveitando o sol da Praia do Perequê, “logicamente” esse sujeito é um traficante ou um delinqüente.
Carlos representa a encarnação do pensamento da instauração da “saudável” desigualdade social de Hayek como forma de fazer com que os homens procurem ascender sua condição social. Ao repreender um desleixo da empregada doméstica, ele diz que “A lei do menor esforço é que mantém o mundo, deve-se manter as pessoas em permanente tensão”. Logo após, o diretor monta um take em que mostra que as relações sociais de exploração de trabalho entre a sua esposa e da empregada doméstica já se repetem por 3 gerações. Se Carlos tivesse que explicar, ele certamente diria que a empregada e seus entes sempre foram acomodados e relapsos.
Enquanto que Carlos segue praticando o trambique já que ele estaria “institucionalizado pela lei brasileira”, sua esposa pratica a caridade como forma de aliviar sua culpa pela situação de desigualdade econômica no país. Maria Alice contesta na aparência o neoliberalismo por abandonar a assistência à população e defende as ações de solidariedade em favor do alívio à pobreza e a iminente morte. Para ela, “se é (menores de rua) para morrerem por abandono, que morram entorpecidos de frágil felicidade”.
“Contradição social é uma mera questão de estilo de vida” conforme Luiz. Se não é possível resolvermos os problemas que latejam à nossa frente, porque não aproveitá-las para nosso favor? Quem sabe atraindo turistas para desfrutar das belezas naturais e da prostituição brasileira? Ou ainda montando e gerenciando um grupo musical de ex-menores de rua que tiveram sua “cidadania” resgatada ao se apresentarem em palcos do hemisfério norte?
Adam representa o caos no filme. Subverte a etiqueta do restaurante, questiona as ordens de sua chefe imediata, embriaga-se seguidamente e prega o terrorismo como forma de luta contra os patrões. Acaba despedido e preso pela polícia por incomodar o ex-patrão e incitar a violência.
Entendo que Sérgio Bianchi não procurou oferecer respostas prontas aos problemas levantados, mas a importância de um filme como “Cronicamente inviável” se dá em convidar o espectador à reflexão sobre até aonde contribuímos para a manutenção do status quo, mesmo que assumamos posturas críticas ou revolucionárias frente à situação que constatamos à nossa frente todos os dias. O filme critica o pensamento tipicamente pós-moderno de não conferir nenhum grau de teleologia e objetivos às suas reflexões, mas a uma mera constatação da realidade. Até porque assim é mais fácil obter financiamentos dos órgãos de fomento e da iniciativa privada (também para suas campanhas políticas).
Por fim, Bianchi expõe a usurpadora ética burguesa de educar e preconizar a honestidade como um dos pilares necessários para o funcionamento harmonioso da sociedade, ao mesmo tempo em que seus representantes utilizam o Estado para obter concessões, subsídios, renegociações/calote de dívidas, refinanciamentos. Uma mendiga recita, sinceramente, o salmo 23 do Novo Testamento a seu filho. “O Senhor é meu Pastor e nada me faltará” e explica que Deus nunca vai deixar que falte nada a ele. Apesar de serem pobres, acima de tudo devem ser honestos. Assim, o Brasil segue sendo uma “crônica inviável”.
Bruno Gawryszewski
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação pela UFRJ
e pesquisador do Grupo de Estudos em Trabalho, Educação Física
Não preciso escrever muito sobre os acontecimentos do dia 03/01/2012, jornais impressos, a grande mídia, as redes sociais registraram em tempo real o estado de caos no Ceará. O representante maior do Estado do Ceará mostrou toda a sua prepotência, falta de habilidade, incompetência e outros adjetivos que você que está lendo pode acrescentar na "condução" das "negociações" com o comando de greve de policiais e bombeiros do Estado do Ceará. Nunca presenciei um momento de total desamparo da sociedade, exército na rua (não vi nenhum por onde passei) a não ser guardando o palácio do Governo e Delegacias de polícia, toque de recolher, comércio fechado, medo, pânico... è certo que crimes acontecem todos os dias, mas como no dia 03/01 nunca vi. As vezes penso que o Governador brinca de governar... e na figura de menino mimado, não aceita ser contrariado... Trata os servidores com mãos de ferro, exemplo da última greve dos professores, mas não tem coragem de mudar certas estruturas, que na verdade ele está ali para perpetuar a classe que sempre comandou o Estado... É um momento novo, as redes socias são importantes meios de informação e desinformação, ainda assim melhor que a mídia comprometida. Os blogs estão aí, criem os seus, registrem os acontecimentos e quando chegar o momento, usem e mudem a história de que "brasileiro não tem memória". É dever de todo cidadão lutar... escolham suas trincheiras, a minha é aqui, volte sempre... "Ousar lutar, ousar vencer" Carlos Lamarca, outro Capitão (exército) que ousou desafiar o poder, assim como o Capitão Wagner e seus companheiros de patententes inferiores... Boa parte dos oficiais são covardes, a exemplo dos acontecimentos na Assembléia legislativa em 29/09/2011 quando professores "detidos" foram agredidos por oficiais, o comandante e o segundo na hierarquia do efetivo policial daquela casa.
Depoimento pessoal: No dia 03/01/2012 por volta do meio dia, fui ao Bradesco do Montese, já sabendo de arrastões que aconteciam pela cidade. No trajeto não ví nenhuma viatura ou carro com os homens da Força nacional e nem do Exército. Vi pessoas assustadas, comércio fechado e muita tensão no ar. Tive que ir ao Centro da cidade para completar minha "missão", outro banco, agora o Itaú. Mesma situação, pânico, medo, lojas fechadas, outras fechando, pessoas nas ruas, trânsito de um Domindo. Depois de concluídas minhas pendências, peguei o carro no estacionamento subterrâneo do banco Itaú e rumei para o trabalho na Parangaba. Quando cheguei no cruzamento da Av. Expedicionários com Av. Borges de Melo, parei o carro bem distante do semáforo, passaram por mim dois jovens, atravessavam a avenida (do meu lado esquerdo está o quartel do exército 23º BC) e caminharam pelo canteiro central, logo escuto um buzinaço, à frente o semáforo vermelho, olho pelo retrovisor e vejo um dos rapazes guardando uma arma... (entendi... era um assalto no carro logo atrás do meu)... reação: como havia parado a uns 10 metros do semáforo, não hesitei e atravessei mesmo com semáforo vermelho, sorte que quase não havia movimento... "escapei de um assalto" foi isso? Quando se passa por uma situação de perigo, o raciocínio nos engana, nem sei o que pensei, o que penso sobre isso, apenas aconteceu...
No momento já estou sabendo do final da paralisação dos policiais militares e o recomeço da paralização dos policiais civís... É, parece que construir prédios e comprar viaturas de luxo não deu muito certo não é Sr. Cid Gomes... Aguarde!!! Os professores não vão esquecer o tratamento dispensado por V. Majestade... Nos encontramos no próximo pleito, com uma arma letal da qual você não pode muito, INFORMAÇÃO!!!
Até quando vamos aguentar essa dupla CID e LUIZIANE? De fato fizeram algumas realizações importantes, mas avalio a obra completa e para mim, estão reprovados, pricipalmente com o tratamento dado ao funcionalismo e outros descasos. (Kildare Uchôa)
Greve de policiais e bombeiros faz Ceará decretar estado de emergência
Em Fortaleza, militares vão fazer o policiamento da festa de Ano-Novo
Com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros em greve desde a noite
de quinta-feira (29), o governador do Ceará, Cid Gomes, decretou
situação de emergência em todo o estado.
O governo diz que “o estado de emergência permite mais agilidade e
flexibilidade para que o Estado possa agir para garantir a segurança da
população”.
“Fica decretada situação de emergência em todo o território do Estado do Ceará,